sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AS MULHERES AGRICULTORAS FAMILIARES E AS PLANTAS MEDICINAIS

AS MULHERES AGRICULTORAS FAMILIARES E AS PLANTAS MEDICINAIS
APRESENTAÇÃO
Essa breve reflexão tem por finalidade resgatar a história das relações entre as mulheres e as plantas medicinais e salientar a importância da fitoterapia enquanto política pública de saúde. Com isso, queremos contribuir na luta das mulheres agricultoras familiares, reforçando a importância da mulher na história.
As mulheres que foram sábias conhecedoras das plantas medicinais, defensoras da vida, enfrentaram a força masculina, a fogueira, a condenação e o medo. Mas, hoje, de cabeças erguidas e sonhos na alma, vão trilhando a história como mães deste novo raiar. Com o resgate do saber tradicional e popular, com a organização dos Coletivos de Gênero, com políticas mais justas, a exemplo da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, será possível garantir mais qualidade de vida, renda e soberania nacional.

1. A HISTÓRIA
A Mãe-Natureza nos deu um presente: as plantas medicinais
A relação entre a humanidade e as plantas medicinais é tão antiga quanto nossa própria existência. As plantas medicinais são um presente da natureza ao ser humano. Mulheres e homens, ao surgirem na Terra, já encontraram as plantas medicinais à disposição para alimentar, proteger e curar as enfermidades.
O conhecimento sobre as plantas acompanhou a evolução do ser humano. O registro desta história é de aproximadamente 10 mil anos antes de Cristo. As primitivas civilizações perceberam, desde cedo, a existência de plantas comestíveis e de outras, não-comestíveis, dotadas de poderes que, ao serem consumidas, produziam sensações agradáveis e aliviavam as dores.
Os segredos sobre as plantas foi sendo transmitido oralmente de geração em geração. Os primeiros escritos sobre o uso das plantas data de 3000 a.C . Nesta época, foram registrados em papiros, no Egito antigo, o uso de cerca de quinhentas plantas medicinais, entre elas, menta, alecrim, camomila, absinto, babosa, tomilho e plantas da família Solanacea , usadas até nossos dias. Vale lembrar que, mesmo com todos os registros e publicações, muitos conhecimentos, ainda hoje, são transmitidos oralmente de culturas para culturas, de mães para filhas.
Mil anos a.C, no vale do Tigre e Eufrates (onde hoje estão o Irã e o Iraque), o “Estado” organiza o primeiro estudo oficial de medicina. Percebe-se que já neste período, há uma disputa sobre o domínio do saber. O conhecimento das plantas passa para o controle dos sacerdotes e dos reis. As descobertas sobre as plantas e as doenças são organizadas em forma de um Tratado. Com isso, muitas mulheres e homens do povo perdem a autoridade no exercício do uso das plantas. Aqui, podemos dizer, inicia a burocratização e a hierarquização do conhecimento.
O conhecimento, no entanto, não se aprisiona por muito tempo. Na Grécia e Roma Antiga, há uma volta do conhecimento para as mãos do povo. A medicina torna-se de domínio dos cidadãos em geral, não mais dos sacerdotes. Em 600 a.C., o governo de Atenas decreta que "todo cidadão tem direito a cuidados médicos gratuitos, pagos pelo Estado", um tipo de INSS. Essa política era custeada por um imposto real chamado "Iatricon".
Mais tarde o poder curativo das plantas medicinais é reconhecido por Hipócrates, considerado o pai da medicina . As descobertas das plantas transformam-se em estudos medicinais científicos. Foram sendo aprimorados métodos mais eficientes de coletas, armazenamentos e a extração dos sulcos das plantas. Os estudos avançaram muito neste período. Agora, as plantas deixam de ser apenas um presente da natureza a passam a ter valor de troca e mercado. Deixam de ser apenas para o combate de doenças e passam a atender outras necessidades. Como exemplo, os extratos alcoólicos que resultaram no vinho ou nos destilados (como a vodka e gim), bebidas conhecidas como dos deuses e que, por muitos séculos, somente os sacerdotes, os reis e as grandes cortes podiam se deliciar.

2. AS PLANTAS E AS MULHERES
2.1. As descobertas
As mulheres estão intimamente ligadas às plantas. Ambas, mulheres e plantas, guardam a seiva da existência, o germe da continuidade, o segredo da vida. As mulheres descobriram que as plantas serviam não só para o alimento. Perceberam que as plantas eram suas grandes aliadas na sobrevivência, na constituição do poder, na organização de seu grupo, na defesa dos mais fracos, na atração, encanto e domínio de seu parceiro.
Na Idade de Pedra, o ser humano já vivia em cavernas comunitárias e caçava para se alimentar. Enquanto os homens saíam em bando para caçar, as mulheres não ficavam sentadas ao redor do fogo aguardando o retorno dos machos, como muitos estudiosos acreditavam. Elas eram responsáveis pela alimentação básica da tribo que havia ficado na caverna. Os homens saíam à caça e não raro muitos deles não voltavam, pois eram devorados pelos animais ferozes e, muitas vezes, voltavam de mãos vazias. Então, cabia às mulheres a coleta de raízes, tubérculos e vegetais, formando a base da alimentação. Elas cuidavam dos velhos, dos doentes, das crianças, precisavam estar atentas aos predadores e outras ameaças, aprenderam a domesticar animais, pariam e ainda ajudam outras a parir.
As mulheres começaram a perceber que as sementes caídas dos frutos consumidos podiam brotar. Elas mesmas começaram a enterrar as sementes e cuidar das plantas como se fossem sua própria cria. Perceberam que podiam tirar da terra uma planta já adulta e enterrar em outro lugar sem que a mesma morresse. As mulheres foram organizando em torno de suas cavernas uma espécie de horta comunitária. Já não precisavam mais ir tão longe em busca daquelas plantas. Aos poucos foram descobrindo essa “coisa” moderna conhecida como agricultura.

2.2.As Bruxas
"Não acredito em bruxas,
mas que elas existem, disso não tenho dúvida" .

As mulheres, por constituírem e organizarem um espaço, uma rotina de observação e descobertas, aprenderam os segredos da natureza. Descobriram que as ervas são diferentes: ora amargas, azedas, doces ou ainda uma mistura delas. Aprenderam que cada planta reage diferente diante da luz, da chuva, do frio, do calor, assim como elas próprias quando estão em diferentes situações. As mulheres aprenderam a respeitar e conhecer os poderes da Mãe-Natureza, olhando, cheirando, tocando, experimentando as variações das plantas, seus frutos e suas cores.
Ligadas, assim, pela divina curiosidade de fêmea, as mulheres vão tornando-se possuidoras de uma sabedoria própria, um saber curativo, que as permite identificar as ervas, misturá-las e, na quantidade certa, beber e dar de beber a quem precisa. Desta forma, nascem as bruxas ! Mulheres sábias, que conheciam as ervas medicinais para a cura das enfermidades, também eram aptas para realizar partos e preparar as poções curativas. Estas mulheres eram dotadas de um poder espiritual, transmitidos de mãe para filha, e isso passou a incomodar o poder religioso.
Com o surgimento do cristianismo, as mulheres, sobretudo as bruxas, foram colocadas à margem. A elas coube o silêncio e a obediência às leis que lhes eram impostas. A elas coube o acato às ordens dos sacerdotes, dos reis, dos maridos e de um deus do sexo masculino.

“No final do século XV, o papa Inocêncio VIII declarou a bruxaria um pecado mortal. Em 1486, dois frades dominicanos editaram o Malleus Maleficarum, ou Caça às Bruxas, manual utilizado nos dois séculos e meio que se seguiram. Cerca de 9 milhões de pessoas, em sua maioria mulheres, foram torturadas e condenadas à morte - em fogueiras ou enforcamento. Estava aberta a temporada de caça às parteiras, as mulheres herboristas (conhecedoras de plantas medicinais), das velhas, viúvas e solteironas. Na diocese de Trier, na Alemanha, após os julgamentos de 1585, duas aldeias foram deixadas com uma única mulher em cada (...)” .

As mulheres não curvaram suas cabeças diante da forca, do fogo ou do medo. Apenas recuaram um pouco, para seguirem mais fortes. As mulheres, cada vez mais, compreendem sua ligação com a Natureza, já que elas próprias são como a natureza. As mulheres seguem acreditando na força divina que carregam dentro de si, mais sábias, mais fortes, mais bruxas.
Hoje a mulher está mais madura, mais poderosa, possui mais coragem, está mais bonita e mais preparada para acolher os ensinamentos da Mãe-Natureza, a fim de partilhar com quem for preciso, pois quando se pensa nos carentes da humanidade, são os valores femininos de proteção, compaixão que são evocados.


3. FITOTERAPIA E AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE
3. Plantas medicinas: a nossa maior riqueza

As plantas medicinais são um patrimônio cultural incalculável. Elas representam um recurso muito importante para nossa saúde e a continuidade de nossa espécie no Planeta. O Brasil é o país que detém a maior parcela de biodiversidade, em torno de 15 a 20% do total mundial de toda a flora planetária. Embora o nosso País possua a maior diversidade vegetal do mundo, com cerca de 60.000 espécies de vegetais superiores catalogadas, apenas 8% foram estudadas para pesquisas de compostos bioativos e 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades .
Nosso país possui vantagens no desenvolvimento da fitoterapia. Aqui temos biodiversidade, abundância, conhecimento popular e tradicional do uso das plantas, tecnologia para validar cientificamente este conhecimento, empresas competentes e recursos financeiros. Temos praticamente tudo para “que nossas façanhas sirvam de modelo a toda Terra”. Falta certamente uma política voltada a esse interesse nacional.
Outra política urgente é a proteção da nossa riqueza natural: o cuidado com a manutenção da biodiversidade. Segundo especialistas da Organização Mundial da Saúde, a cada hora uma espécie de planta desaparece do planeta. É muito importante que se implementem ações concretas antes que a humanidade perca esse manancial terapêutico que a natureza nos presenteou.
O Brasil vem sendo alvo de um processo de usurpação não só do conhecimento tradicional que grupos étnicos e comunidades tradicionais possuem, mas principalmente de plantas medicinais. A apropriação de nosso patrimônio, na forma de produtos patenteados, é um desrespeito à nação, um pecado grave contra nossa soberania. Multinacionais comprometidas apenas com o lucro e o mercado da doença e, mesmo muitas empresas brasileiras, estão fazendo um verdadeiro extermínio de espécies vegetais, antes de serem investigadas química e farmacologicamente. Sabemos, por exemplo, que a Monsanto está construindo o maior centro de pesquisas de plantas do mundo, baseada no conhecimento tradicional brasileiro e em nosso patrimônio ambiental.
Diante dessa situação, para fazer frente à grande pressão extrativista sobre as plantas medicinais, o IBAMA criou em 2001 o Núcleo de Plantas Medicinais e Aromáticas - Nuplam . O Núcleo propõe conciliar pesquisa científica e conhecimento tradicional, valorizando o conhecimento e a partilha dos benefícios. Acreditamos que essa ação seja um caminho para a geração de renda, melhoria da qualidade de vida das populações extrativistas e a conservação de ecossistemas naturais. E preciso mais: vigilância, investimentos de recursos financeiros e humanos, educação, pesquisa científica voltada para o desenvolvimento de técnicas de cultivo e manejo. Essas iniciativas podem garantir a sustentabilidade econômica e ecológica do uso de plantas medicinais e aromáticas e a valorização dos conhecimentos e saberes populares.

3.2. O que é fitoterapia?
A palavra fitoterapia significa tratamento (terapia) através das plantas (phitos). É o tratamento à base de plantas medicinais. A fitoterapia é o cuidado do organismo através das plantas e ervas medicinais in natura, sem separar os princípios ativos. Podemos dizer também que a fitoterapia é a ciência que estuda a utilização dos produtos de origem vegetal com finalidade terapêutica, ou seja, para prevenir, atenuar ou curar doenças.
De acordo com a caracterização do Ministério da Saúde, “fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pela utilização de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal, cuja abordagem incentiva o desenvolvimento comunitário, a solidariedade e a participação social” .
Erroneamente, muitas pessoas chamam a fitoterapia de “terapia alternativa” ou de “medicina de pobre”. Como já referimos, essa terapia é um dos métodos mais antigos já utilizados pela medicina natural. A fitoterapia é muito mais do que o aferventar de uma erva, significa cultura milenar, sabedoria, conhecimento acumulado e partilhado de geração em geração; significa solidariedade com quem está precisando refazer as energias. É a união entre a fé, o saber popular e a pesquisa científica.


3.3. A fitoterapia e suas diferentes formas de uso popular
A fitoterapia é um método que nos permite utilizar as propriedades das plantas medicinais de diferentes formas. O importante é conhecer a planta e seus princípios ativos, isto é, saber para que serve. Reconhecer a planta medicinal como um organismo vivo, possuidora de substâncias bio-ativas, de propriedades terapêuticas e até mesmo tóxica, é fundamental antes de escolher a forma como a planta será preparada. O aproveitamento adequado das propriedades medicinais de uma planta depende, em grande parte, de seu preparo correto.
Veja as formas mais usadas no meio popular:
Chás
Infusão: consiste simplesmente em despejar a água quente (não fervida) sobre a planta, deixando a mistura tampada por cerca de 10 minutos. Ideal para flores e folhas.
Decocção: a planta é fervida por algum tempo em recipiente tampado (não em alumínio). Depois, deixa-se descansar por mais alguns minutos. Esta forma é mais apropriada para raízes, cascas e sementes, que devem ser cortadas em pequenos pedaços ou esmagadas antes de serem utilizadas.
Compressas: molha-se panos em uma decocção forte, concentrada e aplica-se na região afetada.
Maceração: a planta é colocada de molho à temperatura ambiente, na água, vinagre ou álcool, num período de algumas horas até vários dias, de acordo com a qualidade da planta.
Tinturas: é a maceração das plantas a frio, colocadas no álcool de cereais por um período de aproximadamente 10 dias. Após a mistura é filtrada, obtendo-se a tintura.
Vinhos medicinais: são obtidos pela maceração das plantas em vinho tinto ou branco, por cerca de 10 dias, depois filtrado e conservado em lugar fresco.
Tisanas: termo genérico que designa soluções, macerações, infusões e decocções.
Cataplasmas: é empregado externamente. As ervas frescas podem ser aplicadas soltas diretamente sobre a pele ou sustentadas por uma gaze. Podem também ser esmagadas até ficarem em forma de pasta, colocada entre dois panos finos e aplicada sobre o local afetado, quente, morna ou fria.
Contusão: os sumos das plantas são obtidos espremendo-se as folhas das ervas através de um tecido fino de algodão, batendo-as no liquidificador ou amassando-as num pilão. São então coadas e diluídas em água e, caso necessário, adoçadas com mel.
Saladas: as ervas também podem ser comidas cruas em forma de saladas ou preparadas junto com os alimentos, como temperos. Porém muito cuidado deve ser tomado quanto a qualidade e limpeza das ervas. Lave-as bem com água corrente e depois deixe-as de molho por algum tempo em água, sal marinho e vinagre.
Banhos: algumas plantas podem ser acrescidas à água morna da banheira e o banho deve durar cerca de 20 minutos.
Lavagens: os chás podem também ser usados para lavagens intestinais, no caso de distúrbios digestivos e vaginais, por exemplo no caso de corrimentos.
Gargarejos e Inalações: Gargarejar algumas vezes ao dia com chá preparado por decocção. Este tratamento atua sobre a cavidade bucal e garganta. Para fazer inalações, prepare um chá forte de ervas, retire-o do fogo, coloque um funil de papelão invertido sobre o recipiente, cubra a cabeça com um pano e respire o ar evaporado.

3.4. Fitoterapia: o resgate do saber popular e a promoção da saúde

O resgate do saber popular é um processo dinâmico que parte do “saber do povo” para se chegar ao “saber técnico-ciêntífico”. O conhecimento tradicional de grupos sociais que fazem uso das plantas é a fonte essencial para a descoberta dos princípios ativos - substâncias capazes de exercer uma ação de cura-responsáveis no combate de doenças.
Na medida em que as mulheres verbalizam seus conhecimentos, exercitam o seu poder. É no exercício deste poder que a auto-estima é resgatada. Neste sentido, fortalecer e empoderar pessoas é promover saúde. Assim, o uso das plantas medicinais não deve ser encarado unicamente sob o olhar terapêutico, mas tão importantes quanto este são os aspectos comunitário, pedagógico e ambiental.
As plantas medicinais são o núcleo pedagógico de educação popular para a saúde e cidadania. Com ações desenvolvidas a partir das plantas é possível estabelecer o resgate da cultura, da auto-estima e do saber popular na promoção da vida. No último período vem surgindo um movimento de “volta às raízes” - um retorno à valorização da cultura popular, com redução do endeusamento dos produtos industrializados.
Quando o Brasil foi descoberto, a fitoterapia reinava praticamente sozinha, não havia vacinas nem medicamentos sintéticos. Somente no final do século XIX, com o surgimento da aspirina, os medicamentos alopáticos conquistaram o lugar dos tratamentos com a medicina natural.
Os laboratórios desenvolveram centenas de medicações, criaram a cultura do “tomar remédio” e um mercado da doença. Com isso, a medicina alopática estabeleceu a cultura do “cientificismo”, isto é, só valia o que era científico. A sabedoria popular foi sufocada, abrindo espaços para uma medicina fragmentada, individualizada, de alto valor monetário e descomprometida com o eco-sistema.
O retorno ao uso de produtos de origem vegetal na terapêutica foi favorecido pelos graves efeitos secundários dos remédios sintéticos e também pelo maior conhecimento químico, farmacológico e clínico das drogas vegetais e dos seus produtos derivados. As novas formas de preparo e administração dos medicamentos naturais têm garantido um melhor controle de qualidade, contribuindo para o desenvolvimento da fitoterapia. O interesse popular e institucional vem crescendo no sentido de fortalecer essa terapia no SUS, assim como o incentivo a pesquisas científicas de validação do uso medicinal destas espécies.
Felizmente, aos poucos, os movimentos sociais populares, a igreja (através da Pastoral da Saúde), as benzedeiras, o movimento de mulheres, as agentes de saúde, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (através dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais) e os governos democráticos e populares, estão rompendo essa hegemonia. A prática libertadora e a luta em torno dos fitotarápicos vêm possibilitando a retomada do uso das plantas medicinais por mãos de quem defende a vida e não o mercado da doença.

3.5. Políticas públicas
De todos os métodos da medicina, natural a fitoterapia é, sem dúvida, o mais antigo, o mais estudado e o que apresenta o melhor resultado. Com a evolução da ciência e o aprimoramento das pesquisas, os estudiosos buscaram a resposta para a seguinte pergunta: por que as plantas curam? A partir deste questionamento, as plantas passaram a ser estudadas do ponto de vista da composição química e não mais mística. Descobriu-se que cada planta possui princípios ativos que produzem efeitos (benéficos ou colaterais) quando introduzidos em outros seres vivos.
A fitoterapia é hoje altamente difundida no mundo todo como método natural preventivo, conservador, regenerador e curativo. O reconhecimento de seu valor como recurso clínico, farmacêutico e econômico já levou muitos países a adotar a prática como política pública de saúde . De acordo Organização Mundial de Saúde, 80% da população dos países em desenvolvimento utiliza práticas tradicionais nas unidades básicas de saúde, demonstrando sua eficácia para o tratamento de muitas doenças. No Brasil, esses índices chegam a 82%. Essas constatações são um ponto chave no desenvolvimento de hortos comunitários, de plantas medicinais e, também, um alerta para as autoridades governamentais, para que possam criar subsídios para as populações de baixa renda, garantindo-lhes medicamentos naturais e de qualidade.
No Brasil ainda estamos “engatinhando” neste método como política pública de saúde. Felizmente, já demos alguns passos. Em dezembro de 2005, o Conselho Nacional de Saúde aprovou a Política Nacional de Medicina Natural e Práticas Complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é ampliar as opções terapêuticas aos usuários do SUS, com garantia de acesso às plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à fitoterapia, com segurança, eficácia e qualidade, na perspectiva da integralidade da atenção à saúde. Em junho de 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou o Decreto nº 5.813, instituindo a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Sistema Único de Saúde.
Este Decreto é apenas um exemplo de como é possível elaborar política pública a partir das plantas medicinais. Mas, o Estado (governos federal, estadual e municipal) poderia implementar outras propostas até mais simples, mas que potencializasse as iniciativas populares. Como exemplo temos as experiências dos Coletivos de Mulheres da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – Fetraf/Sul/CUT, de Constantina/RS e os trabalhos desenvolvidos pela Pastoral da Saúde. Poderia ainda promover seminários, encontros, cursos de formação e capacitação sobre o uso correto da plantas medicinais, desde seu cultivo. Outra atividade que poderia ser desenvolvida como política pública de saúde é a criação de hortos medicinais comunitários. Essa proposta fomenta a convivência social, a partilha de saberes, a integração com outras áreas como a educação, a agricultura. A implementação de uma política pública de plantas medicinais significa a prevenção de muitas doenças, a recuperação da saúde de milhares de pessoas, a diminuição das filas de hospitais e, sobretudo, a valorização da sabedoria popular e o reconhecimento de que a vida está acima do lucro.



4. AGRICULTURA FAMILIAR E AS PLANTAS MEDICINAIS

4.1. Se produzimos alimentos para nação, podemos produzir plantas medicinais para o uso fitoterápico

A agricultura familiar é reconhecida pelo poder público como um modelo de produção há menos de uma década. Este modelo é mais do que um método de produção de alimentos: é uma forma de organização da propriedade, em que predomina a interação entre gestão e trabalho em família. É um modelo onde os agricultores familiares são sujeitos de sua história, dirigem o processo produtivo, dando ênfase à diversificação. É uma opção de vida, solidária, recheada de lutas sociais, muito trabalho e festas.
A agricultura familiar ocupa 30,5% da área total dos estabelecimentos rurais, produz 38% do Valor Bruto da Produção nacional e ocupa 77% do total de pessoas que trabalham na agricultura. Esse setor tem capacidade de absorver mão-de-obra e gerar renda. Além disso, é responsável por 67% da produção nacional de feijão, 97% do fumo, 84% da mandioca, 31% do arroz, 49% do milho, 52% do leite, 59% de suínos, 40% de aves e ovos, 25% do café, e 32% da soja .
Com esse potencial comprovado, a agricultora familiar também pode ser a responsável pela produção da matéria-prima para a elaboração de fitoterápicos no Sistema Único de Saúde. O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio de suas secretarias de Agricultura Familiar e de Desenvolvimento Territorial, já vem realizando ações na área de fitoterapia e plantas medicinais por meio de parcerias com redes e organizações governamentais e não-governamentais. Os apoios vão desde a capacitação para boas práticas de manejo e cultivo de plantas medicinais até a produção do fitoterápico.
O governo Lula também tem buscado parcerias internacionais, como é o caso do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida), para impulsionar o Programa Regional de Apoio à Rede de Desenvolvimento de Plantas Medicinais no Mercosul. Esse programa visa promover a redução da pobreza dos agricultores familiares, por meio da diversificação da produção e do incremento da renda, com a expansão de plantas medicinais e a transformação em medicamentos fitoterápicos.
No Paraná, também há experiências no cultivo de plantas medicinais. A Cooperativa Cercopa, que reúne 80 famílias, é um exemplo de organização de agricultores familiares que já atuam na produção de plantas medicinais. Eles produzem 25 tipos de chás naturais, como alcachofra, alecrim, arnica, guaco. E grande parte da produção tem à frente as mulheres.
Poderíamos referendar outros exemplos, no entanto, o objetivo é mostrar que a Agricultura Familiar pode ser a parceira número um dos Governos na implementação da Política Nacional de Plantas Medicinais. Neste sentido, as mulheres agricultoras familiares - com suas mãos, suas paixões e toda sua sabedoria - podem desenvolver projetos de plantio, colheita e armazenagem de plantas medicinais. A produção da matéria-prima poderá ser uma excelente alternativa de renda para a agricultura familiar, assim como hoje temos a produção do leite e do feijão, por exemplo.

4.2. As mulheres agricultoras familiares e as plantas medicinais

Apesar de constituírem metade da população, trabalhar na roça em pé de igualdade ao homem, participar da produção, dar conta da jornada de trabalho em casa, as mulheres agricultoras, ainda hoje, lutam para alcançar igualdade de gênero. A maioria das agricultoras é considerada membro não remunerado da família.
Destina-se às mulheres o trabalho dito reprodutivo, cuidar da casa e dos filhos, pequenos animais, horta. Em outras palavras, o trabalho "improdutivo", segundo a ótica capitalista, que é tudo aquilo que é feito para uso e consumo da família. Para exemplificar, poderíamos dizer que, o roçado é responsabilidade do homem, e a casa da mulher. Os produtos como feijão, milho e mandioca tornam-se mercadoria. Mas limpar a casa, cuidar da horta, dos filhos não tem o mesmo valor.
É preciso lançar olhares sobre a realidade a fim de dar mais um passo em direção a igualdade de gênero e da justiça social. Neste sentido, as formações coletivas buscam quebrar as representações tradicionais da imagem da mulher no campo. Os Coletivos de Gênero da Fetraf, a organização sindical, as lutas, os trabalhos pastorais, a fé, o conhecimento e relação harmoniosa com a natureza – tudo é fundamental na luta pelo rompimento do “lugar secundário” que a história reservou às mulheres.
O crescimento do cultivo e da utilização das plantas medicinais, uma tendência mundial, pode ser uma importante fonte de renda e contribuir no desenvolvimento sustentável. Nesta caminhada, as mulheres agricultoras podem elaborar um grande projeto coletivo: a produção de plantas medicinais para a implementação da fitoterapia no SUS. Vamos retomar o velho saber, os segredos que a Mãe-Natureza nos passou e dar um salto de qualidade em nossa história.
O papel da mulher na agricultura familiar esta mudando a concepção de política pública nos Governos. Assim, é possível buscar recursos para está iniciativa, bem como exigir que o poder público garanta que o conhecimento tradicional/popular sobre plantas medicinais, sua manipulação e uso, possam ser resgatados, protegidos e respeitados como prática de saúde.


CONCLUSÃO
As plantas medicinais sempre estiveram intimamante ligadas às mulheres, a gricultura de subsístência e a disputa de poder/saber. Agora, é necessário dar continuidade às medidas voltadas à melhoria da atenção à saúde, ao fortalecimento da agricultura familiar, à geração de emprego e renda, à inclusão social e igualdade de gênero. Neste sentido, a implementação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicas pode ser um caminho para a geração de emprego e renda, fortalecimento e empoderamento das mulheres agricultoras, bem como para o resgate do saber popular.
A agricultura familiar (que representa um modo de vida e assegura a preservação e desenvolvimento das culturas locais, que mantém uma relação harmonizada com o meio-ambiente, que aposta no desenvolvimento sustentável e na biodiversidade, que produz a maior parte dos alimentos consumidos pela população brasileira) pode ser a grande aliada do Estado na produção e armazenagem de plantas medicinais para o uso fitoterápico. Para tando, as mulheres que possuem uma histórica ligação com as plantas medicinais serão as principais protagonistas desta empreitada.
Com a força das mulheres agricultoras familiares, a organização dos Coletivos de Gênero, a fé, a sensibilidade e sabedoria, teremos a possibilidade histórica de conquistar um Brasil sustentável, um modelo de saúde baseada em métodos naturais, melhores condições de viva para os filhos e uma geração mais saudável e feliz.

Celica Vebber
Jornalistae e ducadora popular em saúde
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABURDENE, Patrícia & John Naisbitt. Megatendência para as mulheres. Rio de janeiro. 2º edição – Rosa dos Tempos, 1994.

BRÜNING, Jaime. A saúde brota da natureza. Curitiba. Editora Universitária, Champagnat,1994.

COSTA Lúcia Cortes. Gênero: Uma questão Feminina? http://www.uepg.br/nupes/Genero.htm

DI STASI, L.C.(Org) Plantas Medicinais: Arte e Ciência, um guia para uma pesquisa interdisciplinar. Fundação Editora Unesp, São Paulo, SP, 1996.

PAVAN, Ivar. Políticas Públicas de Saúde. Um jeito Cidadão. Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2000.

SPETHMANN, Carlos Nacimento. Medicina Alternativa de A a Z. Editora Natureza, 7ª edição, MG, 2004,

Sítios

Governo Federal – Ministério da Saúde
http://www.portal.saude.gov.br
Contém notícias, informações sobre saúde, projetos e programas e informações sobre o Ministério da Saúde.

ABC da Sáude
http://www.abcdasaude.com.br
Informação, divulgação e educação sobre temas de saúde com mais de 600 artigos escritos exclusivamente por especialistas.

Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher
http://www.caism.unicamp.br
É uma unidade de ensino, pesquisa e assistência inserida no complexo de saúde da Universidade Estadual de Campinas.

Natura Link
http://www.naturalink.com.br
É um elo com a Natureza. É a união de pessoas amigas que a preservam, protegem e gostam de viver em harmonia. Informações sobre saúde, natureza, ecoturismo, etc.

Planeta Natural
http://www.planetanatural.com.br
Saúde, notícias, doenças, prevenção. Aqui você encontra informações sobre diversas terapias alternativas complementares.

S.O.S. Saúde Alternativa
http://www.sossaudealternativa.com.br
Informações sobre saúde alternativa.

Saúde
http://www.saude.com.br
Informações sobre saúde, qualidade de vida, meio ambiente e cidadania. Dados sobre doenças, por ordem alfabética.

Saúde em Movimento
http://www.saudeemmovimento.com.br
Muitas informações que facilitam e melhoram sua vida.

http://www.taps.org.br
A TAPS é um centro de estudos que mantém uma biblioteca e este website abrangendo diversas áreas relacionadas com a saúde.

Vida Integral
http://www.vidaintegral.com.br
Informações sobre medicina complementar, alimentação, cozinha natural, qualidade de vida, vida moderna. Ótimos artigos.

Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar – Fetraf-Sul/CUT
http://www.fetrafsul.org.br

Agência de Notícias sobre Meio Ambente
http://www.jornaldomeioambiente.com.br

Ambiente Brasil
http://www.ambientebrasil.com.br
Portal de informações sobre o meio ambiente

Centro Feminista de Estudos e Assessoria
http://www.cfemea.org.br

Comunicação, Educação e Informação em Gênero
http://www.cemina.org.br

Grupo de Defesa Ecológica
http://www.grude.org.br

http://www.redemulher.org.br/luta.htm - Luta pelos Direitos das Mulheres
http://www.cnmp.org.br - Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP).
www.ibama.gov.br/flora/plantas_medicinais.htm
http://www.comciencia.br /Revista eletrônica de Jornalismo Científico

http://www.nead.org.br / Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural

Elementais Sagrados, por Rowena Arnehoy Seneween


Os Elementais são seres puros e co-criadores da natureza, cada qual responsável por uma atribuição, conforme o elemento a que pertencem.


Os elementos básicos da criação são: Terra, Ar, Fogo e Água.

Os reinos elementais são regidos pelas leis de Deus que, formam uma tríade sagrada, onde os espíritos da natureza, manifestam-se sob formas e funções específicas para a harmonia e a manutenção de todo o Planeta.

O Reino Elemental canaliza a energia através do pensamento, mantendo um determinado padrão vibracional. Os Elementais captam todas as vibrações dos seres humanos, mas somente aqueles que possuem o coração puro conseguem entrar em contato com esses seres maravilhosos.

Os Elementais sagrados são representantes dos elementos básicos da criação e, como tal,
fundamentais para o equilíbrio de toda a existência.  O Reino Elemental canaliza a energia através do pensamento, mantendo um determinado padrão vibracional.

Os Elementais captam todas as vibrações dos seres humanos, mas somente aqueles que possuem o coração puro conseguem entrar em contato com esses seres maravilhosos.

Os Elementais sagrados são representantes dos elementos básicos da criação e, como tal,
fundamentais para o equilíbrio de toda a existência.

Somos a terra,
representada pelo estômago que tem a função de digerir alimentos sólidos provenientes do solo.

Somos o ar,
quando respiramos e assim o inalamos através dos pulmões, o combustível necessário para que a máquina, chamada corpo físico, se movimente.

Somos o fogo,
quando dançamos, corremos e nos apaixonamos, pois o coração é o símbolo dessa energia,
que movimenta o sangue pelas artérias do nosso corpo.

Somos quase 90% de água
circulante em todo o organismo, além de nascermos através desse elemento.

E somos também o éter espiritual da quintessência Elemental.

Em cosmologia, quintessência é uma forma de energia que se postula – pretende - para explicar as observações do universo em expansão acelerada.

Elemento Terra
É através do equilíbrio de todas as forças, tanto acima como abaixo, que materializamos nossos sonhos. De nada adianta possuir o intelecto mental, a energia e a coragem da realização, o equilíbrio das emoções, se não estivermos centrados no momento presente, ou seja, o aqui e agora.

Elemento Ar
A sintonia com os elementais do ar confere acesso à inspiração e às faculdades mentais.
Ajuda a coordenar e verbalizar as nossas percepções mais sutis. Estimula a liberdade e o equilíbrio mental.

Elemento Fogo
O fogo é considerado o mais intenso dos elementais, responsável pelas transições, mudanças, determinação, assim como, a guerra, vingança, luxúria, paixão. Sua força luminosa indica o caminho a ser seguido por aqueles que praticam os ensinamentos do universo. O fogo é a chama que acende dentro de nós o amor, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito, e nos conduzindo à sabedoria interior.

Elemento Água
A água desperta e estimula a natureza emotiva, realçando nossa intuição e a nossa sensibilidade, além das energias da criação e do nascimento, bem como a premonição e imaginação criativa. O excesso do elemento água, nos torna muito passionais, além de gerar exagerada sensualidade, medo e isolamento.

E finalmente, o etéreo, o éter
– a quintessência – que é unificado nessa existência física, dinamizado e representado
pela união de todos os elementos.

“Toda natureza invisível se movimenta através da imaginação. Se a imaginação fosse forte o suficiente, nada seria impossível, porque ela é a origem de toda magia, de toda ação através da qual o invisível, de um ou outro modo, deixa seu rastro no visível.

A energia da verdadeira imaginação pode transformar nossos corpos, e até influenciar no paraíso...”

fonte: do Livro Alquimista - Paracelso - http://brumasdotempo.blogspot.com/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

GAIA


"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios.
Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."

(Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.)
=======================================
 
A missão de todo guerreiro da LUZ e lutar com todas as forças para que a nossa querida GAIA não sofra tanto com tudo que está ocorrendo nos ultimos anos. A nossa força e energia junto com GAIA reverterá este quadro. Que Luz e Determinação estejam conosco. Eliane Sena

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"A Terra é meu corpo, A Água é meu sangue, O Ar é minha respiração, O Fogo é meu espírito.”


"A Terra é meu corpo, A Água é meu sangue, O Ar é minha respiração, O Fogo é meu espírito.”

A saúde de nossos animais é a saúde dos povos da Terra
A saúde dos animais é a saúde da Terra.
A vida dos animais é a vida da Terra
Cura e liberdade para os animais
Cura para a Terra
Cura para a Consciência Humana
Cura para todos nós

OS ANCESTRAIS E AS DIFERENTES INTELIGÊNCIAS



De acordo com os ancestrais de diferentes partes de nosso mundo, nosso corpo sente e pensa. Por exemplo, no caso dos ancestrais das tribos australianas, quando uma pessoa se fere ou adoece, a tribo se reúne ao redor do enfermo e canta pedindo perdão à ferida ou parte afetada. E esta começa automaticamente a dar sinais de melhora e ocorrem curas milagrosas.
O mesmo ocorre nas assombrosas curas dos kahunas ou médicos magos havaianos. Eles entram em oração direta com a parte afetada pedindo-lhe perdão. Esse ato de oração envolve os magos, o paciente e todas as vidas durante as quais eles possam ter se encontrado e se envolvido com essa pessoa. E também ocorrem curas consideradas milagrosas. ( HOPONOPONO OU SAINT GERMAIN LEMBRAM??? )
No conhecimento ancestral Inca, tudo é reciprocidade, quando alguém adoece ou se enche de energia pesada ou “hucha”, por ter atitudes egoístas, não deixando fluir o “sami” ou energia leve. Por isso nas curas se pede para aquela parte do corpo se harmonizar com ‘pachamama’ permitindo que o bloqueio se reequilibre.
E a pessoa se cura.
No caso dos Lakotas, na América do Norte, eles falam com o corpo para informar-lhe que existe uma medicina que vai curá-lo. E logicamente as pessoas se curam.
Como vemos, examinando alguns casos de medicina ancestral, chegamos a uma interessante conclusão: os ancestrais aceitavam as partes de nosso corpo como um ser completamente inteligente e autônomo do cérebro. Isso durante os últimos séculos passou a ser considerado como fraude ou superstição. Mas vejamos agora as descobertas mais recentes da ciência. Você ficará estupefata (o).
A sabedoria do corpo é um bom ponto de acesso às dimensões ocultas da vida: é totalmente invisível, mas inegável. Os investigadores médicos começaram a aceitar este fato em meados dos anos oitenta. Anteriormente se considerava que a capacidade da inteligência era exclusiva do cérebro. Então foram descobertos indícios de inteligência no sistema imune e, logo a seguir, no digestivo.

A INTELIGÊNCIA DO SISTEMA IMUNE
A Dra. Bert descobriu (e logo outros cientistas confirmaram), que existem tipos de receptores inteligentes não só nas células cerebrais, mas em todas as células, de todas partes do corpo (chamaram inicialmente de neuropeptídios).
Quando começaram a observar as células do sistema imunológico, por exemplo, as que protegem contra o câncer, contra as infecções, etc., encontraram receptores dos mesmos tipos que os do cérebro.
Em outras palavras, suas células imunológicas, as que o protegem do câncer e das infecções, estão literalmente vigiando cada um dos seus pensamentos, cada emoção, cada conceito que você emite, cada desejo que tem. Cada pequena célula T e B do sistema imunológico produz as mesmas substâncias químicas produzidas pelo cérebro quando pensa. Isto torna tudo muito interessante, porque agora podemos dizer que as células imunológicas são pensantes. Não são tão elaboradas como as células cerebrais, que podem pensar em português, inglês ou espanhol. Mas sim, elas pensam, sentem, se emocionam, desejam, se alegram, se entristecem, etc. E isto é a causa de enfermidades, de stress,câncer, etc. Quando você se deprime entram em greve e deixam passar os vírus que se instalam em seu corpo.

A INTELIGÊNCIA DO SISTEMA DIGESTIVO
Há dez anos parecia absurdo falar de inteligência nos intestinos. Sabia-se que o revestimento do trato digestivo possui milhares de terminações nervosas, mas que eram consideradas simples extensões do sistema nervoso, um meio para manter a insossa tarefa de extrair substâncias nutritivas do alimento. Hoje sabemos que, depois de tudo, os intestinos não são tão insossos. Estas células nervosas que se estendem pelo trato digestivo formam um fino sistema que reage a acontecimentos externos: um comentário perturbador no trabalho, um perigo iminente, a morte de um familiar. As reações do estômago são tão confiáveis como os pensamentos do cérebro, e igualmente complicadas.

A INTELIGÊNCIA DO FÍGADO
As células do cólon, fígado e estômago também pensam, só que não com a linguagem verbal do cérebro. O que chamamos “reação visceral” é apenas um indício da complexa inteligência destes milhares de milhões de células. Em uma revolução médica radical, os cientistas acessaram uma dimensão oculta que ninguém suspeitava: as células nos superaram em inteligência durante milhões de anos.

A INTELIGÊNCIA DO CORAÇÃO
Muitos acreditam que a consciência se origina unicamente no cérebro. Recentes investigações científicas sugerem, de fato, que a consciência emerge do cérebro e do corpo atuando juntos. Uma crescente evidência sugere que o coração tem um papel particularmente significativo neste processo. Muito mais que uma simples bomba, como alguma vez se acreditou, o coração é reconhecido atualmente pelos cientistas como um sistema altamente complexo, com seu próprio e funcional “cérebro”.
Ou seja, o coração tem um cérebro ou inteligência. Segundo novas investigações no campo da Neurocardiologia, o coração é um órgão sensorial e um sofisticado centro para receber e processar informação. O sistema nervoso dentro do coração (ou o “cérebro do coração”) o habilita a aprender, recordar e tomar decisões funcionais independentemente do córtex cerebral. Além da extensa rede de comunicação nervosa que conecta o coração com o cérebro e com o resto do corpo, o coração transmite informação ao cérebro e ao corpo, interagindo através de um campo elétrico.
O coração gera o mais poderoso e mais extenso campo elétrico do corpo.
Comparado com o produzido pelo cérebro, o componente elétrico do campo do coração é algo assim como 60 vezes maior em amplitude, e penetra em cada célula do corpo. O componente magnético é aproximadamente 5000 vezes mais forte que o campo magnético do cérebro e pode ser detectado a vários pés de distância do corpo com magnetômetros sensíveis.

RECOMENDAÇÕES
As investigações do Instituto HeartMath sugerem que respirar com Atitude, é uma ferramenta que ajuda a sincronizar seu coração, mente e corpo para dar-lhe uma coerência psicofisiológica mais poderosa. Ao usar esta técnica regularmente – experimente-a cinco vezes ao dia - você desenvolverá a habilidade para realizar uma mudança de atitude durável. Respirando com Atitude, você coloca o foco em seu coração e no plexo solar, enquanto respira com uma atitude positiva. O coração automaticamente harmonizará a energia entre o coração, a mente e o corpo, incrementando a consciência e a clareza.

A Técnica de Respirar com Atitude
Coloque o foco em seu coração enquanto inala.
Enquanto exala coloque o foco no plexo solar.
O plexo solar se encontra umas quatro polegadas debaixo do coração, justamente debaixo do esterno onde os lados direito e esquerdo da caixa torácica se juntam.
Pratique inalar através do coração e exalar através da caixa torácica durante 30 segundos ou mais para ajudar a ancorar sua atenção e sua energia ali. Depois escolha alguma atitude ou pensamento positivo para inalar ou exalar durante esses 30 segundos ou mais. Por exemplo, você pode inalar uma atitude de estima e exalar uma de atenção.
Pratique diferentes combinações de atitudes que você queira desenvolver.
Pode dizer em voz alta: “Respiro Sinceridade, Respiro Coragem, Respiro Tranqüilidade, Respiro Gratidão” ou qualquer atitude ou sentimento que você queira ou necessite. Inclusive, se você não sente a mudança de atitude a princípio, mesmo fazendo um esforço genuíno para mudar, lhe ajudará a alcançar um estado neutro, no qual você terá mais objetividade e poupará energia.

fonte: http://www.despertarja.com/

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Carta do Chefe Indígena Seattle

A CARTA

O Presidente, em Washington, informa que deseja comprar nossa terra. Mas como é possível comprar ou vender o céu, a terra? A idéia nos é estranha. Se não possuímos o frescor do ar e a vivacidada da água, como vocês poderão comprá-los?
Cada parte desta terra é sagrada para meu povo. Cada arbusto brilhante do pinheiro, cada porção de praia, cada bruma na floresta escura, cada campina, cada inseto que zune. Todos são sagrados na memória e na experiência do meu povo.
Conhecemos a seiva que circula nas árvores, como conhecemos o sangue que circula em nossas veias. Somos parte da terra, e ela é parte de nós.

As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o gamo, e a grande águia são nossos irmãos. O topo das montanhas, o húmus das campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, pertencem à mesma família.
A água brilhante que move nos rios e riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se lhes vendermos a nossa terra, vocês deverão lembrar-se que ela é sagrada.
Cada reflexo espectral nas claras águas dos lagos fala de eventos e memórias na vida do meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos. Eles saciam a nossa sede, conduzem nossas canoas e alimentam nossos filhos. Assim, é preciso dedicar aos rios a mesma bondade que se dedicaria a um irmão.
Se lhes vendermos nossa terra, lembrem-se de que o ar é precioso para nós; o ar partilha o seu espírito com toda a vida que ampara.
O vento, que deu ao nosso avô o seu primeiro alento, também recebe seu último suspiro. O vento também dá às nossas crianças o espírito da vida.
Assim, se lhes vendermos nossa terra, vocês deverão mantê-la à parte e sagrada, como um lugar onde o homem possa ir apreciar o vento, adocicado pelas flores da campina.
Ensinarão vocês às suas crianças o que ensinamos às nossas? Que a terra é nossa mãe? O que acontece à terra acontece a todos os filhos da terra.
O que sabemos é isto: a terra não pertence ao homem,o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas, assim como o sangue nos une a todos. O Homem não teceu a rede da vida, é apenas um dos fios delas. O quer que ele faça à rede, fará a si mesmo.
Uma coisa sabemos: nosso Deus é também o seu Deus. A terra é preciosa para ele e magoá-la é acumular contrariedades sobre o seu criador.
O destino de vocês é um mistério para nós. O que acontecerá quando os búfalos forem todos sacrificados?
Os cavalos selvagens,todos domados? O que acontecerá quando os cantos secretos da floresta forem ocupados pelo odor de muitos homens e a vista dos montes floridos for bloqueada pelos fios que falam?
Onde estarão as matas? Sumiram!
Onde estará a águia?
Desapareceu! E o que será dizer adeus ao pônei arisco e à caça. Será o fim da vida e o início da sobrevivência.
Quando o último pele-vermelha desaparecer, junto com a sua vastidão selvagem, e a sua memória for apenas a sombra de uma nuvem se movendo sobre a planície ... ... estas praias e estas florestas ainda estarão aí? Alguma coisa do espírito do meu povo ainda restará?
Amamos esta terra como o recém-nascido ama as batidas do coração da mãe.
Assim, se lhes vendermos nossa terra, amem-na como a temos amado. Cuidem dela como temos cuidado.
Gravem em suas mentes a memória da terra tal como estiver quando a receberem.
Preservem a terra para todas as crianças e amem-na, como Deus nos ama a todos. Assim como somos parte da terra, vocês também são parte da terra.
Esta terra é preciosa para nós, também é preciosa para vocês.
Uma coisa sabemos: existe apenas um Deus.

Nenhum homem, vermelho ou branco, pode sobreviver à parte. Afinal, somos irmãos.

Chefe Seattle

http://www.eso.garden.com/
http://www.dreamwater.org/



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

índios hopi, Arizona e os UFOS

Os amigos voadores dos índios hopi
(Revista UFOPT Magazine, páginas 24 a 30)


Os índios hopi no Arizona afirmam que seus antepassados foram visitados por seres que se deslocavam em discos voadores e dominavam a arte de cortar e transportar enormes blocos de pedra assim como de construir túneis e instalações subterrâneas.

A mensagem do labirinto, a vista do conhecimento pode concluir à sabedoria ou a perdição do buscador e este é o olhar inerente a toda aventura humana desde o momento mesmo em que vislumbramos a possibilidade de acessar a inteligência.
A ele alude por exemplo a lenda de Teseu e Ariadne, encenada no labirinto de Dédalo, em Cnossos, na ilha de Creta. O esquema do dito labirinto, ancestral que se repete em desenhos parecidos nas diversas culturas da antiguidade tal como aparece gravado em moedas cretenses antigas, é idêntico a outro que aparece em 1 cruz rúnica dinamarquesa e a outro que simboliza a Mãe Terra, entre os índios hopi americanos.
A identidade dos ditos esquemas, que formam partes do simbolismo inerentes a culturas diferentes como estas três é realmente assombrosa e segue constituindo um enigma a a parte que é uma reta para o investigador.

Discos Voadores
Igualmente assombroso é o trecho de que a mitologia mediterrânea pareça idêntica entre os índios hopi. Pois a tradição de ditos índios, viva hoje em dia une origem do seu povo ao contato com os seres de forma humana que dispunham de aparelhos voadores em formato de discos.
Os textos clássicos latinos assim como os anais laurencianos que davam conta da campanha de Carlos Magno referem diversos avistamentos de discos voadores. As tradições dos índios hopi são exatamente iguais. Detenhamos no momento nestas tradições.
Os índios hopi vivem hoje em uma reserva norte americana no Arizona e seu povoado principal é Oreibi o mais antigo lugar ininterruptamente habitado da América do Norte. Joseph F. Blumrich, integrante da NASA que reconstruiu o esquema da nave que viu e descreveu nos textos bíblicos o profeta Ezequiel e com quem tive oportunidade de trocar informações nos congressos da Sociedade de Antigos Astronautas celebrados em Crikvenika(Croáa ) e Munique vive em Laguna Beach , na Califórnia no limite da reserva dos hopi.

Desde o ano de 1971 mantém uma amizade agradável com o indio ancião White Bear (Urso Branco) o qual tem narrado pacientemente a Blumrich suas antigas recordações de seu povo que formam parte de sua atual tradição viva. O Engenheiro Blumrich dispõe hoje assim de quase 50 horas de fitas gravadas com narrações e explicações. Vou aqui resumir todos os pontos que interessam destas gravações.

Kassakara e os sete mundos
De acordo com a tradição hopi, a História da Humanidade está dividida em períodos que eles denominam mundos, os quais estão separados por terríveis catástrofes naturais:
  1. o primeiro sucumbiu pelo fogo,
  2. o segundo pelo gelo,
  3. o terceiro pela água.
  4. Atualmente vivemos no quarto mundo.
No total, na humanidade devem ocorrer sete. Não sendo comprovados historicamente os dois primeiros mundos, a memória tribal dos hopi remonta a época do terceiro mundo, cujo nome era Kassakara. Este, na verdade, era o nome de um imenso continente situado no espaço atual do oceano pacífico. Este era Kasskara, também pais do leste, mas seus habitantes tinham a mesma origem que os de Kassakara .

Os Katchinas chegaram pelo ar
Os habitantes desse outro país começaram a se expandir e a conquistar novas terras, atacando Kassakara ante a oposição desta do que deixar-se dominar. Fizeram com armas nucleares potentíssimas o que nos leva a pensar em armas nucleares descritas nas epopéias hindus assim como nas deflagrações atômicas de Sodoma e Gomorra, impossíveis de se descrever.
Tão só os selecionados para sobreviver e ser salvos no mundo seguinte foram colocados embaixo do escudo, de modo que os projéteis imigos não acertavam os escolhidos pois eram destruídos no ar.
Repentinamente o país do leste desapareceu paulatinamente abaixo das águas do oceano devido a uma causa desconhecida e também Kasskara começou a inundar-se paulatinamente.
Neste momento, os Katchinas ajudaram os eleitos a transladar-se para novas terras. Este fato marcou o fim do terceiro mundo e o começo do quarto!

É preciso lembrar que desde o primeiro mundo os humanos estavam em contato com os Katchinas, palavra que pode ser traduzida por veneráveis sábios. Se tratava de seres visíveis, de aparência humana que nunca foram tomados por deuses mas somente seres de conhecimento e potencial superiores aos humanos.Eram capazes de locomover-se pelo ar em velocidade gigantesca e de aterrisar em qualquer lugar. Como se tratavam de seres corpóreos, precisavam de naves voadoras para seus deslocamentos que nas crônicas romanas e de Carlos Magno recebiam diversos nomes.

Discos Voadores
White Bear descreve estes artefatos: Se 1 carapaça cortares a parte inferior obterás um com certeza. O mesmo fazer com a parte superior. Se supercolocar ambas as partes se obtém um corpo em formato de lentilha. Este é basicamente o aspecto de 1 disco voador.
Hoje em dia os Katchinas já não existem na Terra. As danças Katchinas tão conhecidas hoje na América do Norte, são representadas por homens e mulheres em qualidade de substituição dos seres realmente existentes antigamente. Os Katchinas podiam em ocasião ter um aspecto estranho sendo assim originariamente podiam confeccionar munhequeiras Katchinas para as crianças se acostumarem com seu aspecto.  Hoje em dia estas munhequeiras são fabricadas preferencialmente para turistas e colecionadores

O grande exodo
Fechada esta declaração regressamos ao fim do território dos antigos habitantes de Kasskara. A população de acordo com a recordação dos hopi foram levados a terra por três caminhos diferentes. Os selecionados para recorrer, inspecionar e preparar foram levados ali pelo ar, pelos discos voadores dos Katchinas. O grande resto da população teve que percorrer a enorme distancia a bordo de barcas. Conta a tradição que esta viagem se efetuou por 1 rosário de ilhas em direção noroeste até as terras da atual América do Sul..

Tocada pelo raio
A nova terra recebeu o nome de Tautoma que vem a significar a Tocada pelo Raio. Tautoma foi também o nome da primeira cidade que ergueram na margem de um grande lago. De acordo com os conhecimentos
atuais, Taumoma se identifica a Thiauanaco, entrada para o lago correspondente ao Titicaca, na fronteira atual do Peru com a Bolivia. Posteriormente um cataclismo convulsionou a cidade destruindo-a
motivo pelo qual a população foi dispersada por todo o continente. Durante um largo período de tempo estes homens procedentes do pacifico foram se repartindo em grupos pelos 2 continentes. Alguns destes grupos em companhia dos katchinas iam em paz para ajudar os habitantes de Kaskarra.

Da selva a parede de gelo
Os hopi formaram parte do grupo de tribos que imigraram na direção norte e suas lendas recordam um período em que atravessaram 1 calorosa selva e outros em que toparam com 1 parede de gelo que lhes impediu de avançar para o norte e voltar para trás. O engenheiro Josef F. Blumrich, comentando tão surpreendentes possam ser estas tradições recorda que hoje em dia seguem vivas através de diversas cerimônias.

A cidade rosa
Muito tempo depois estas migrações todavia haviam clãs que seguiam conservando as antiqüíssimas doutrinas. Estes clãs ser reuniram e  construíram uma cidade de importância transcendental a Cidade Rosa, que se identifica com Palenque, no Yucatan mexicano. Na dita cidade foi estabelecida a escola de aprendizagem, cuja influência todavia pode-se descobrir em alguns hopi. Os instrutores de dita escola eram os Katchinas e a matéria de ensinamento estava composta de quatro capítulos:
1- história dos clãs:
2- a natureza, plantas e animais;
3-o homem: estrutura, funções física e psíquica;
4- o cosmos e sua relação com o criador.
Após um período de enfrentamento entre as cidades estabelecidas em Yucatan, seus habitantes abandonaram a zona e foram para o norte.
Durante aquela turbulenta época os Katchinas abandonaram Terra. Os poucos clãs que tem seguido mantendo vivo o antigo saber se juntaram mais tarde em Oreibi sendo esta a razão de especial importância deste local.

Túneis e instalações subterrâneas
Após haver recolhido todas as informações que foram possíveis sobre os Katchinas, Blumrich chega as seguintes conclusões sobre estes seres, sem ser considerados em nenhum momento como divindades, o que é importante, se situam no plano cósmico de intervenção direta em qualquer ser humano, tem corpo físico, aparência humana, em muitos aspectos comportam-se como humanos, dispõe de conhecimentos muito
superiores aos dos homens.
Tinham artefatos voadores e um escudo que rechaçava projéteis inimigos a elevada altura. eram capazes de gerar filhos nas mulheres sem contato sexual. A tudo isto soma-se as habilidades que os humanos aprenderam com os Katchinas, a mais importante foi o corte e transporte de enormes blocos de pedra, além da construção de túneis e instalações subterrâneas.

Os mensageiros dos deuses
Mais do que afirma Blumrich com relação aos hopi, que ele estudou em profundidade, podemos afirmar algumas de suas constatações observando os costumes de seus imediatos vizinhos, os índios zuñi e povo que junto com os hopi formam o grupo de povos indigenas agricultores do atual Arizona.
Assim por exemplo os zuñi cujos templos são câmaras cerimoniais subterrâneas conservam o culto da serpente emplumada como divindade celeste o que indica a origem mexicana de certos elementos de sua
religião ao exaltar diretamente com a imagem e culto de Quetzalcóatl (identificado como Kukulkán e Gucumatz) que foi também serpente voadora penetrando assim de certa forma nas narrações dos hopi que afirmam haver se estabelecido durante certo tempo nas terras de Yucatan.

Os zuñi rendem igualmente culto aos Katchinas, para eles mensageiros e intermediários entre as divindades do céu e do ser humano. Estes se identificam igualmente com os katchinas como sendo seres, emissários, mensageiros de divindades, que em textos bíblicos atuam baixando o conceito de anjos!
Outro fato curioso que se deve levar em conta é que este grupo de povos indígenas praticam a arte da pintura em seco, de areia ou de pólen, frente a seus altares para as cerimônias religiosas. A origem desta arte é desconhecida, mas é a mesma praticada no Tibete e em algumas tribos da Austrália.

Tecnologia de ponta
Vamos regressar às observações que efetua Josef F. Blumrich sem descartar as mesmas ao fazer, já que se trata de observações feitas por um engenheiro com cargo de diretor na NASA.
Afirma que os hopi contam que os discos voadores dos Katchinas se deslocavam a enormes velocidades graças ao impulso da força magnética. Em relação a isto, argumenta Blumrich que nem nós nem os hopi  sabemos do que se trata concretamente. E que nós, por exemplo, não sabemos o que é a gravidade. O dia que lograrmos decifrar este enigma existirá a possibilidade de que, inclusive nós possamos voar sem limitação alguma.
Cabe recordar sem problema, voltando ao que afirmam os hopi, que Jonathan Swift colocou em sua obra As Viagens de Gulliver dados astronômicos corretos acerta dos satélites de Marte que nada em sua
época podia conhecer e que nos foram comprovados por nossos astrônomos 150 anos depois. Swift faz dizer a Gulliver - personagem central desta obra – que estes dados foram comunicados pelos tripulantes de um artefato voador e circular como os discos voadores dos Katchinas resplandecente, governado a vontade e recorrendo ao magnetismo. A força magnética que tanto afirmam os hopi servia para deslocar os discos voadores.
E quanto ao escudo capaz de fazer explodir projéteis inimigos em pleno ar, recorda Blumrich que os russos estavam desenvolvendo faz já alguns anos hastes de prótons capazes de destruir os foguetes em pleno ar, também nos Estados Unidos estão realizando ensaios secretos com raios eletrônicos, PROJETO HAARP que tem a mesma função.

Fonte:  Revista UFOPT Magazine, páginas 24 a 30, por Andreas Faber, Kaiser, 1992
Tradução: Alexandre Volk

http://ufopt.no.sapo.pt/ufopt_magazine/UFOPT_Magazine_n4_Marco,Abril,Maio,Junho_e_Julho_de_2007.pdf
http://www.ufopt.com/